sexta-feira, 25 de março de 2011



 Gosto e opiniões pessoais a parte, para este último post de introdução com uma cantora pop, deixo meu pessoal de lado e uso Lady Gaga. Porque esse vídeo me dá um gancho direto com o primeiro assunto que vou tratar: Religião e Homossexualidade. Gaga teve seu boom em 2008, depois de acusar Christina Aguilera de copiá-la, o que foi um absurdo. Bom, o fato é que ela se tornou uma ativista gay de imediato. Mesmo com todas as suas bizarrices, Gaga se provou uma pessoa política e, da nova geração de divas pop, a mais preocupada com a homofobia no mundo.  A idéia de “Born This Way”, é interessante, boa parte do clipe é dispensável, mas mesmo assim é a base em que eu parto para a minha crítica: Nós nascemos assim. Não se escolhe ser gay ou não.

 Acho que eu estou na direção certa, porque eu nasci desse jeito...



PS: Como todos sabem, a atriz Elizabeth Taylor faleceu essa semana. Um grupo de religiosos estava planejando protestar no enterro de Liz Taylor, dizendo que não poderia haver luto para uma mulher que viveu a vida como ela e fez os gays se sentirem orgulhosos por tanto tempo. Para essas pessoas eu apenas digo: vocês não conseguem interpretar nem mesmo suas próprias teorias. E é isso que eu vou provar. 

E são as tuas cores





 Eu sempre me perguntei por que a bandeira gay é a bandeira do arco-íris. Na verdade, será que todo homossexual sabe o real significado da palavra “gay”? Em inglês, gay significa feliz. E as cores do arco-íris, representam, talvez, a incrível individualidade de cada ser humano, cada um é uma tonalidade diferente de cada cor do arco-íris. São infinitas as probabilidades. E quando se junta todas essas cores, e todas elas convivem em harmonia? Temos a cor branca. Temos a paz... E enquanto isso não acontece, a gente continua vivendo em nossa individualidade.

 Nos anos 80, com a explosão do pop, houve uma saída do público gay do underground e alguns artistas da época tornaram-se ativistas pelos direitos gays. Entre esses ativistas tivemos, talvez a maior de todas, a cantora Cyndi Lauper. E ela fala sobre essa individualidade, e ela ressalta isso até os dias de hoje. Cyndi faz parte da campanha contra a homofobia Wegiveadamn!

terça-feira, 22 de março de 2011

Enquanto houver uma fagulha...



 Há sempre momentos em que nos sentimos acabados. Que é o fim, porque não conseguimos chegar a lugar algum, estamos num limbo eterno, sem cor, sem calor, sem esperança, uma infinita ausência. Acho que por causa do desespero nós nos esquecemos que em toda ausência há uma presença. Nunca há uma real ausência... Sempre há algo a mais. Dentro de nós, os "diferentes", existe uma fagulha... Que enquanto estiver ali, quer dizer que nós ainda vamos encontrar nosso caminho. Não, a sua fagulha ainda não se apagou, porque ela só se apaga quando a vida termina.

“As únicas pessoas que existem para mim são as malucas, aquelas que estão malucas por viver, malucas para serem salvas, desejosas de todas as coisas ao mesmo tempo, aquelas que nunca bocejam ou dizem uma coisa comum, mas queimam, queimam, queimam como fabulosas velas romanas e amarelas explodindo como aranhas através das estrelas e no centro você vê um centro de luz azul que estoura e todo o mundo diz: ‘Aww!’”.
Jack Kerouac

 De acordo com Katy Perry o que a inspirou para escrever a música “Firework”, foi esse trecho do livro “On The Road” de Jack Krouac. O que isso quer dizer? Para Katy isso quer dizer que enquanto houver uma fagulha dentro de você, ainda é possível explodir através das estrelas e brilhar, brilhar como fogos de artifício. Alguns nesse mundo, os malucos, diferentes, estranhos, contrários a natureza, são fogos de artifício vivos. Porque todos aqueles que hoje são grandes, já foram como você um dia.

domingo, 20 de março de 2011

You Are What You Are, You Are What You Are




A música "Beautiful", é uma composição de Linda Perry, e interpretada por Christina Aguilera. Linda Perry vive nos Estados Unidos da América e é homossexual assumida. A música foi escrita "para mim mesma", disse Linda. Christina cantou a música apenas com um piano pela primeira vez, e no início do demo (mantido na edição final do álbum "Stripped" de 2002) é possível ouvir Christina dizendo: "Don't look at me". Ela diz ter ficado envergonhada de cantar a música e pediu para que uma amiga não olhasse para ela enquanto cantava. A verdade é que, talvez, isso queira dizer o que muitos quiseram dizer. Qual o tamanho da vergonha por ser quem é? Não deveria ser de tamanho algum.

Diante do atual momento "homofóbico" do mundo, resolvi reviver uma ideia há muito enterrada. Tentar fazer alguma coisa para mudar o atual quadro, ou ser apenas um meio de comunicação e desabafo à todos aqueles que sofrem homofobia, seja na escola, faculdade, trabalho, ou dentro de sua própria família. Nunca se esqueçam de quem vocês são e o valor que vocês têm como seres humanos. Sou estudante de Filosofia, e estou cursando apenas o segundo ano na Universidade São Judas Tadeu, onde o curso de Filosofia é considerado um dos melhores do Brasil. Não que isso queira dizer que sou alguém especial, mas que além de ter passado por tudo o que muitas pessoas estão passando, estudo esse tipo de coisa. Em breve, voltarei a postar.