terça-feira, 22 de março de 2011

Enquanto houver uma fagulha...



 Há sempre momentos em que nos sentimos acabados. Que é o fim, porque não conseguimos chegar a lugar algum, estamos num limbo eterno, sem cor, sem calor, sem esperança, uma infinita ausência. Acho que por causa do desespero nós nos esquecemos que em toda ausência há uma presença. Nunca há uma real ausência... Sempre há algo a mais. Dentro de nós, os "diferentes", existe uma fagulha... Que enquanto estiver ali, quer dizer que nós ainda vamos encontrar nosso caminho. Não, a sua fagulha ainda não se apagou, porque ela só se apaga quando a vida termina.

“As únicas pessoas que existem para mim são as malucas, aquelas que estão malucas por viver, malucas para serem salvas, desejosas de todas as coisas ao mesmo tempo, aquelas que nunca bocejam ou dizem uma coisa comum, mas queimam, queimam, queimam como fabulosas velas romanas e amarelas explodindo como aranhas através das estrelas e no centro você vê um centro de luz azul que estoura e todo o mundo diz: ‘Aww!’”.
Jack Kerouac

 De acordo com Katy Perry o que a inspirou para escrever a música “Firework”, foi esse trecho do livro “On The Road” de Jack Krouac. O que isso quer dizer? Para Katy isso quer dizer que enquanto houver uma fagulha dentro de você, ainda é possível explodir através das estrelas e brilhar, brilhar como fogos de artifício. Alguns nesse mundo, os malucos, diferentes, estranhos, contrários a natureza, são fogos de artifício vivos. Porque todos aqueles que hoje são grandes, já foram como você um dia.

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